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Simulador Tesouro Direto

IR e taxa de custódia B3 calculados automaticamente

O que é o Tesouro Direto e como funciona

O Tesouro Direto é um programa do governo federal brasileiro, criado em 2002 em parceria com a B3, que permite que pessoas físicas comprem títulos da dívida pública diretamente pela internet. Ao investir no Tesouro Direto, você está essencialmente emprestando dinheiro ao governo, que em troca paga juros sobre o valor investido até a data de vencimento do título.

Os títulos públicos são considerados os investimentos de menor risco disponíveis no Brasil, pois são garantidos pelo próprio governo federal. Isso os torna uma referência de segurança no mercado financeiro. Combinados com taxas competitivas e acessibilidade — é possível investir a partir de R$ 30 — os títulos do Tesouro Direto são uma das opções mais indicadas para investidores de todos os perfis.

Tesouro Selic: segurança e liquidez máxima

O Tesouro Selic é o título mais conservador e líquido do Tesouro Direto. Seu rendimento acompanha a taxa Selic diariamente, o que significa que ele nunca registra perdas em termos nominais — mesmo em resgates antecipados. Por isso, é o título mais indicado para a reserva de emergência e para dinheiro que pode precisar ser acessado a qualquer momento.

Outra vantagem exclusiva: aplicações de até R$ 10.000 no Tesouro Selic são isentas da taxa de custódia da B3 (0,20% ao ano). Para valores acima disso, a taxa é cobrada sobre o total. Mesmo com a taxa de custódia, o Tesouro Selic tende a superar a poupança e os fundos DI de bancos tradicionais, especialmente no longo prazo.

O Tesouro Selic também é o mais indicado para quem está começando a investir e ainda não tem experiência com oscilações de mercado, pois não sofre marcação a mercado relevante no curto prazo.

Tesouro IPCA+: proteção real contra a inflação

O Tesouro IPCA+ (também chamado de NTN-B) é um título híbrido: seu rendimento é composto por uma taxa real fixa definida no momento da compra mais a variação do IPCA (índice oficial de inflação do Brasil). Por exemplo, um Tesouro IPCA+ 2035 a IPCA + 6,5% ao ano garantirá ao investidor que carregá-lo até o vencimento um retorno 6,5% acima da inflação acumulada no período.

Essa característica torna o IPCA+ ideal para objetivos de longo prazo, como aposentadoria, onde manter o poder de compra é tão importante quanto o crescimento nominal do patrimônio. Independentemente de como a inflação evolua, o investidor sabe que seu dinheiro vai crescer a uma taxa real positiva.

A principal atenção é com resgates antecipados. O IPCA+ tem marcação a mercado, o que significa que seu preço oscila antes do vencimento conforme as expectativas de juros. Em cenário de alta de juros, o preço cai. Por isso, o IPCA+ é recomendado apenas para quem pode carregar o título até o vencimento.

Tesouro Prefixado: travar uma taxa no presente

O Tesouro Prefixado (LTN) é o título mais simples em termos de estrutura: você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, independentemente do que aconteça com a Selic ou com a inflação durante o período. Se você comprar um título prefixado a 13% ao ano com vencimento em 3 anos, receberá exatamente 13% ao ano — nem mais, nem menos.

Esse tipo de título é mais interessante quando os juros estão altos e há expectativa de queda. Ao travar uma taxa elevada hoje, o investidor se beneficia desse rendimento mesmo que no futuro a Selic caia. Se os juros subirem após a compra, o prefixado se tornará menos atrativo em comparação com o mercado, mas o rendimento contratado será honrado pelo governo até o vencimento.

Assim como o IPCA+, o Prefixado tem marcação a mercado e pode apresentar perdas nominais em resgates antecipados quando os juros sobem. É indicado exclusivamente para quem tem certeza de que não precisará do dinheiro antes do vencimento.

Taxa de custódia e IR: os custos que todo investidor deve conhecer

Além do Imposto de Renda regressivo (mesma tabela do CDB: de 22,5% para prazos curtos a 15% para prazos acima de 2 anos), todos os títulos do Tesouro Direto têm a taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano, cobrada semestralmente sobre o valor do título. A exceção é o Tesouro Selic para saldos de até R$ 10.000, isento dessa taxa.

O simulador acima já desconta automaticamente a taxa de custódia e calcula o IR sobre o rendimento bruto, exibindo o valor líquido final do investimento. Isso permite comparar o Tesouro Direto com outros produtos de renda fixa em condições iguais, sem surpresas no momento do resgate.