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Calculadora de Juros Compostos

Simule o crescimento do seu patrimônio com aportes mensais

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O que são juros compostos?

Juros compostos são o mecanismo pelo qual os rendimentos de um investimento se tornam parte do capital e passam, eles próprios, a gerar novos rendimentos. Na prática, você ganha "juros sobre juros" — o que faz com que o crescimento seja exponencial, não linear. Albert Einstein teria chamado os juros compostos de "a oitava maravilha do mundo": quem os entende, os recebe; quem não entende, os paga.

A diferença entre juros simples e compostos fica clara com um exemplo: se você investir R$ 10.000 a uma taxa de 1% ao mês por 10 anos (120 meses), com juros simples receberia R$ 10.000 × 1% × 120 = R$ 12.000 em juros — total de R$ 22.000. Com juros compostos, o montante final seria de aproximadamente R$ 33.003 — ou seja, quase 50% a mais. A diferença cresce exponencialmente com o tempo.

A fórmula dos juros compostos

A fórmula básica é M = C × (1 + i)ⁿ, onde M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa de juros por período e n é o número de períodos. Quando há aportes mensais (PMT), a fórmula se expande para incluir o valor futuro de uma série de pagamentos regulares: M = C × (1+i)ⁿ + PMT × [(1+i)ⁿ – 1] / i. Nossa calculadora aplica exatamente essa fórmula para cada mês simulado.

Como os aportes mensais turbinaram seu resultado

Um erro comum é subestimar o impacto dos aportes mensais. Enquanto o capital inicial apenas cresce com o tempo, cada aporte mensal começa a trabalhar a partir do momento em que é depositado — gerando seus próprios juros sobre juros. Para alguém que investe R$ 500 por mês a 1% ao mês por 10 anos, os aportes mensais respondem por cerca de 60% do montante final. O capital inicial responde pelos outros 40%. Isso mostra que a consistência — a disciplina de aportar todo mês — vale mais do que o tamanho do capital inicial.

Onde encontrar investimentos com boas taxas no Brasil

No Brasil, a taxa básica de juros (Selic) historicamente alta cria oportunidades reais de crescimento patrimonial com risco baixo. Em 2025/2026, com a Selic acima de 13% ao ano, o CDI (que acompanha a Selic) oferece um retorno mensal de aproximadamente 1,02% ao mês. Isso significa que R$ 10.000 investidos em um CDB que rende 100% do CDI por 10 anos podem chegar a mais de R$ 33.000, sem contar o IRRF (que varia de 22,5% a 15% dependendo do prazo).

LCI e LCA são alternativas isentas de IR para pessoa física — o que as torna ainda mais vantajosas para prazos mais curtos. O Tesouro Selic também é excelente para quem quer liquidez diária com rendimento próximo ao CDI. Para horizontes de 5 a 10 anos, o Tesouro IPCA+ (NTN-B) garante uma taxa real acima da inflação — protegendo seu poder de compra enquanto cresce seu patrimônio.

A regra do 72 — quanto tempo para dobrar o dinheiro

Existe um atalho matemático elegante chamado "Regra do 72": divida 72 pela taxa de juros mensal (em %) e você saberá, aproximadamente, em quantos meses seu dinheiro dobra. Com 1% ao mês: 72 ÷ 1 = 72 meses (6 anos). Com 0,7% ao mês: 72 ÷ 0,7 ≈ 103 meses (8,6 anos). Com 1,5% ao mês: 72 ÷ 1,5 = 48 meses (4 anos). A Regra do 72 é uma aproximação, mas funciona muito bem para taxas entre 0,5% e 3% ao mês.

Juros compostos contra você — como as dívidas crescem

Os mesmos juros compostos que fazem seu investimento crescer exponencialmente podem trabalhar contra você quando não quitadas dívidas. O cartão de crédito rotativo no Brasil cobra, em média, 17% a 18% ao mês — uma das maiores taxas do mundo. Uma dívida de R$ 3.000 no rotativo sem qualquer pagamento se transforma em R$ 6.000 em apenas 4 meses, R$ 12.000 em 8 meses e R$ 24.000 em um ano. Por isso, a prioridade número 1 antes de investir é sempre quitar dívidas de alto custo — nenhum investimento legal paga 17% ao mês.

Tempo — o ingrediente mais poderoso

O segredo dos juros compostos não é a taxa — é o tempo. Duas pessoas que investem o mesmo valor com a mesma taxa, mas por períodos diferentes, chegam a resultados completamente diferentes. Quem começa a investir R$ 300 por mês aos 25 anos e para aos 35 (10 anos de aportes) pode terminar com mais dinheiro aos 65 do que quem começa aos 35 e investe até os 65 (30 anos de aportes) — porque os 10 anos a mais de crescimento dos primeiros depósitos superam décadas de aportes posteriores. Comece hoje, mesmo que pouco.