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Calculadora de Juros do Cartão de Crédito

Veja quanto sua dívida no rotativo cresce mês a mês

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Os juros do cartão de crédito no Brasil

O Brasil ostenta uma das maiores taxas de juros do cartão de crédito do mundo. A taxa média do rotativo no Brasil girou entre 17% e 20% ao mês em 2025 — o que equivale a mais de 500% ao ano. Para fins de comparação, nos Estados Unidos a taxa média do cartão é de aproximadamente 2% ao mês (24% ao ano). Essa diferença colossal explica por que o endividamento no cartão é um dos maiores problemas financeiros dos brasileiros.

Desde 2024, a Lei 14.905 limitou os juros do rotativo a 100% do valor da dívida — ou seja, uma dívida de R$ 1.000 não pode gerar mais de R$ 1.000 em juros. Mas mesmo dentro desse limite, os juros do cartão continuam sendo absurdamente altos e capazes de destruir o orçamento familiar em poucos meses. Uma dívida de R$ 5.000 no rotativo, com a taxa média de 17% ao mês, se tornaria R$ 10.000 em apenas 4,4 meses se nenhum pagamento fosse feito.

Rotativo, parcelamento e fatura cheia: entenda a diferença

O crédito rotativo é ativado quando você paga apenas o valor mínimo da fatura (atualmente 30% da fatura total). O saldo restante entra no rotativo e começa a render juros altíssimos. Já o parcelamento da fatura tem taxas menores que o rotativo — entre 5% e 12% ao mês — mas ainda assim muito acima de qualquer investimento. Pagar a fatura integral é a única forma de usar o cartão sem pagar juros, aproveitando o prazo de pagamento como um crédito gratuito.

Como sair da dívida do cartão

A estratégia mais eficiente para quitar a dívida do cartão é substituir os juros altos por uma dívida mais barata. As principais opções são: empréstimo pessoal (taxas de 2% a 5% ao mês, bem menores que o rotativo); crédito consignado (para servidores públicos e aposentados — taxas de 1,5% a 2,5% ao mês); FGTS como garantia (antecipação do saque-aniversário com taxas baixíssimas); e renegociação diretamente com o banco (muitos bancos oferecem planos de quitação com descontos).

Pagamento mínimo: a armadilha mais perigosa

O pagamento mínimo (30% da fatura) foi criado para beneficiar os bancos, não você. Ele garante que a dívida nunca seja quitada enquanto você continuar comprando e pagando só o mínimo. Se você tem uma fatura de R$ 3.000 e paga apenas o mínimo (R$ 900), o saldo de R$ 2.100 entra no rotativo e já no mês seguinte vira R$ 2.466 — você pagou quase R$ 1.000 e a dívida aumentou. Sempre que possível, pague o máximo que conseguir além do mínimo, priorizando o cartão com a maior taxa de juros.