Calculadora de Empréstimo Pessoal
Simule parcelas, juros e custo total pela tabela Price
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Como funciona a tabela Price?
A tabela Price — também chamada de sistema francês de amortização — é o método de cálculo de parcelas mais usado no Brasil para empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e crédito consignado. Nesse sistema, as parcelas são iguais durante todo o prazo do contrato, mas a composição interna muda: nos primeiros meses, a maior parte da parcela é composta por juros; com o tempo, a proporção de amortização do saldo devedor vai aumentando. Isso explica por que, mesmo pagando regularmente, o saldo devedor cai lentamente no início.
O que é o CET — Custo Efetivo Total?
O CET (Custo Efetivo Total) é o indicador mais completo para comparar empréstimos, pois engloba não apenas a taxa de juros, mas também tarifas, seguros obrigatórios, IOF e outros encargos embutidos na operação. Por lei, as instituições financeiras são obrigadas a informar o CET antes da contratação. Ao comparar empréstimos, sempre use o CET anual como parâmetro: uma oferta com taxa mensal aparentemente menor pode ter CET maior devido a seguros e taxas administrativas. Nossa calculadora estima o CET com base apenas na taxa informada — o valor real pode ser um pouco maior dependendo do produto.
Taxas médias de empréstimo no Brasil em 2025
As taxas variam muito conforme o produto e a instituição. O crédito consignado para servidores públicos costuma ter as menores taxas, por volta de 1,2% a 1,8% ao mês (14% a 24% ao ano), graças ao desconto em folha que reduz o risco de inadimplência. O crédito pessoal bancário fica entre 2,5% e 4% ao mês (34% a 60% ao ano). Já o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito chegam a taxas de 12% a 18% ao mês — as mais altas do mundo para pessoas físicas. Antes de contratar qualquer crédito, compare no site do Banco Central (registrato.bcb.gov.br) as taxas médias praticadas pelo mercado.
Quando vale a pena fazer um empréstimo?
A regra básica: só vale a pena se a finalidade do crédito gerar um retorno maior do que o custo dos juros, ou se a alternativa for pior. Exemplos em que o empréstimo pode fazer sentido: quitar dívidas com juros maiores (como o rotativo do cartão), cobrir uma emergência quando a reserva está esgotada, ou financiar algo que gera renda (um curso profissionalizante, equipamento para trabalho autônomo). Nunca vale a pena tomar crédito caro para consumo de bens não essenciais, férias ou presentes — o custo dos juros vai muito além do valor do bem. Use esta calculadora para quantificar exatamente quanto você vai pagar a mais antes de decidir.
Estratégias para reduzir o custo do empréstimo
Algumas estratégias práticas: (1) Dê a maior entrada possível — reduzir o valor financiado diminui proporcionalmente os juros; (2) Opte pelo maior prazo que couber no seu orçamento se precisar de parcelas menores, mas saiba que o total de juros sobe; (3) Compare ao menos três instituições antes de fechar — diferenças de 0,5% ao mês representam milhares de reais em contratos longos; (4) Prefira crédito com garantia (consignado, hipoteca) quando disponível — as taxas são menores; (5) Nunca contrate só pela parcela — sempre calcule o total pago e o CET; (6) Se já tem o empréstimo, use a portabilidade de crédito para migrar para uma instituição com taxa menor sem custo adicional.